18
jan
08

Diversão é pecado, lazer não

Ora ou outra chega ou jovem para mim e me questiona: “pastor é pecado divertir-se daquela maneira?”; “o jovem cristão pode entreter-se de tal forma?” “É errado ter tal lazer?” Você mesmo pode julgar se aquilo que faz nas horas de folga é ou não conveniente. Para tanto, é preciso atentar inicialmente para o sentido das expressões envolvidas nesse tema. A palavra “lazer” vem do latim licere: “ser lícito”. Significa na língua portuguesa “descanso, folga, ócio”. Isso é realmente necessário ao ser humano. E, Conseqüentemente, Deus o aprova; daí, o sentido etimológico da palavra “ser lícito”.

Por outro lado, “diversão” quer dizer: “mudança de direção para uma e outra parte”; “desvio”, “diversionismo”. E o sinônimo de “diversão” é “entretenimento” que é: “distração”; “desatenção”, “irreflexão”. Assim, percebe-se que o próprio significado das expressões “diversão” e “entretenimento” revela que tais práticas se opõem ao lazer (necessário ao ser humano), e, portanto, são pecados. Pensando em lazer (uma atitude extremamente humana), lembro-me do homem por excelência: Jesus de Nazaré. Sendo 100 % homem e 100% Deus. Por certo, quando era menino em Nazaré, deve ter tido seu lazer como os outros garotos de sua idade, mas sem pecado.

Ele não era um adulto em miniatura. Ele até usou como ilustração as brincadeiras dos meninos de seu tempo: “Mas a quem assemelharei esta geração? É semelhante aos meninos que se assentam nas praças, e clamam aos seus companheiros, e dizem: Tocamo-vos flauta, e não dançastes; cantamo-vos lamentações, e não chorastes” (Mc 11.16,17). Será que o Senhor não brincou de forma parecida na sua pré-adolescência? Além disso, lazer também é descanso legítimo, e os evangelistas registraram que Jesus, em Sua humanidade, descansou em alguns momentos (Mt 8.24; Jo 4.6). Logo, Jesus, mesmo em Seu ministério, teve lazer. Biblicamente falando, o homem deve satisfazer suas necessidades dentro das orientações da Palavra de Deus. E essas necessidades são do espírito, são da alma e são do corpo. Jesus se preocupa com todo o nosso ser. Ele declarou: “Eu vim para que tenham vida e a tenham com abundância” (Jo 10.10).

A vida que o Senhor quer que tenhamos não se restringi à vida espiritual, mas também se refere à vida emocional, diz respeito à vida corporal e tem muito a ver com vida social. É a partir disso que dizemos que Deus nos autoriza que tenhamos nosso momento de lazer. Nosso Deus é um Deus de alegria e de prazer. Quando o povo judeu teve um grande livramento diante do Rei Assuero, vemos que “… os judeus das aldeias que habitavam nas vilas fizeram do dia catorze do mês de adar dia de alegria e de banquetes e dia de folguedo e de mandarem presentes uns aos outros (Et 9.19). Deus aprova a celebração da alegria.

Nosso Deus não vê em carranca e cara azeda sinal de santidade. O Escritor do livro de Eclesiastes declarou: Então, exaltei a alegria, porquanto o homem nenhuma coisa melhor tem debaixo do sol do que comer, beber e alegrar-se; porque isso o acompanhará no seu trabalho nos dias da sua vida que Deus lhe dá debaixo do sol (Ec 8.15). Alegra-te, jovem, na tua mocidade, e alegre-se o teu coração nos dias da tua mocidade, e anda pelos caminhos do teu coração e pela vista dos teus olhos. Obviamente isso não deve ser feito irresponsavelmente, por isso, mais adiante também o Pregador declarou: sabe, porém, que por todas essas coisas te trará Deus a juízo (Ec 11.9). Dessa forma, se o lazer é lícito; se Deus quer que descansemos e nos alegremos; mas, se irá nos julgar um dia, quer dizer que nosso lazer deve seguir alguns princípios.

Vejamos algumas dicas para termos um genuíno lazer.

O MEU LAZER DEVE AUXILIAR A MINHA COMUNHÃO COM DEUS.
Tudo o que faz valorizar Deus, em minha vida, aumenta a minha comunhão com o Senhor. Se o meu lazer me dá prazer de reconhecer que eu sou uma manifestação da imagem e da semelhança de Deus, então, esse lazer passa ser bom espiritualmente para mim. Para tanto, essa atividade gostosa deve ocorrer em um horário apropriado e correto. Deve ficar muito abençoado alguém que dê o dízimo das 24 horas do dia exclusivamente com o trabalho do Senhor. Isso equivaleria a 2 horas e 24 minutos. Que bênção seria! Mas, mesmo que você não consiga dar o dízimo do tempo para Deus, deve preocupar-se, ao menos, em ter o seu lazer em um horário que não atrapalhe sua comunhão com o Senhor e nem a comunhão com os trabalhos ordinários da igreja local, onde Deus quer lhe abençoar. Além disso, o meu lazer para auxiliar a minha comunhão com Deus não deve acontecer nos padrões do mundanismo. Podemos ver que os prazeres acabam gerando grandes prejuízos. Vejamos o que diz a Palavra a esse respeito na versão da Bíblia na Linguagem de Hoje. A primeira conseqüência de estar preso ao prazer mundano é a pobreza material: “Quem ama os prazeres passará necessidade” (Pv 11.17); a segunda é o sufocamento da Palavra de Deus no coração: As sementes que caíram no meio dos espinhos são as pessoas que ouvem a mensagem. Porém…prazeres desta vida aumentam e sufocam essas pessoas. Por isso, os frutos que elas produzem nunca amadurecem “(Lc 8.14). Todavia, quando meu lazer é um meio de celebrar a alegria e a paz é uma bênção, “pois todas as coisas foram criadas por ele, e tudo existe por meio dele e para ele. Glória a Deus para sempre! Amém!” (Rm 11.36). Quando viajo sentido o prazer da paisagem estou me edificando com meu lazer; quando passeio com meus filhos estou tendo um lazer abençoado; quando as crianças brincam em paz estão de algum modo celebrando a vida que Deus tem lhes proporcionando. Cristianismo de mau humor, de carranca, de rabugice é totalmente fora dos propósitos da Palavra do Senhor. É preciso celebrar a vida que o Pai nos deu, dentro da Sua vontade, e assim estarei regando a satisfação de ter a consciência de ser um filho de Deus. Assim, o meu lazer será uma bênção auxiliar da minha comunhão com Cristo.

O MEU LAZER DEVE REVELAR O AMOR QUE TENHO PELO MEU PRÓXIMO.
O lazer quer seja individual ou coletivo deve sempre valorizar a pessoa humana: fazê-la feliz; fazê-la alegre; fazê-la mais saudável. Muitas diversões e entretenimentos praticados pelas pessoas que não conhecem a Jesus como Senhor não é lazer, por desrespeitar o ser humano. Se meu lazer atrapalhar a saúde e a paz daquele que está próximo de mim ou se o meu momento de satisfação pessoal escandalizar meu próximo, na verdade, não é lazer. É sim uma forma de fazer com que o meu semelhante tropece na caminhada em direção ao céu. Esse é o significado da palavra “escândalo”: tropeço. Pode ser diversão, que me eu divergir dos planos de Deus; pode ser entretenimento que me dispersa da vontade o Pai; mas, jamais serão lazeres legítimos. Lemos sobre isso em 1 Co 10.31-33: Portanto, quando vocês comem, ou bebem, ou fazem qualquer outra coisa, façam tudo para a glória de Deus. Vivam de tal maneira que não prejudiquem os judeus, nem os não-judeus, nem a Igreja de Deus. Façam como eu. Procuro agradar a todos em tudo o que faço, não pensando no meu próprio bem, mas no bem de todos, a fim de que eles possam ser salvos “. Que o nosso lazer celebre a comunhão com o nosso próximo!

O MEU LAZER, ALÉM DE SER LÍCITO, DEVE SER CONVENIENTE.
Paulo declarou: “Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm; todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma”. Em uma linguagem mais simples ele quis dizer: Alguém vai dizer: “Eu posso fazer tudo o que quero”.Pode, sim, mas nem tudo é bom para você. Eu poderia dizer: “Posso fazer qualquer coisa”.Mas não vou deixar que nada me escravize (1 Co 6.12). A palavra “lícito” quer dizer: “conforme a lei, legal, justo; admissível”. Por outro lado, “conveniente” significa: “Útil, proveitoso, interessante; vantajoso; favorável, propício, oportuno; decente”. Deus ficará feliz se o nosso lazer for conveniente. Nesse sentido, a verdadeira liberdade consiste no modo como e na maneira pela qual escolhemos um determinado senhor ou dominador. No nosso caso, como cristãos que somos, o único senhor só pode ser Jesus Cristo. Como disse Kling: “O corpo foi designado para ser o órgão do Espírito Santo, para dominar a natureza, e não para ser o órgão da natureza para este dominar o Espírito de Deus”.

O MEU LAZER DEVE FAZER BEM PARA MINHA SAÚDE.
Você deverá dar conta de como usou o seu corpo na face da Terra, pois ele não é simplesmente um amontoado de células: O nosso corpo é templo do Espírito Santo (1 Co 6.19)! Muitos estão gravemente enfermos hoje por desobedecerem a Palavra do Senhor, que disse ao povo de Israel: “… Se vocês prestarem atenção no que eu digo, se fizerem o que é certo e se guardarem os meus mandamentos, eu não os castigarei com nenhuma das doenças que mandei contra os egípcios. Eu sou o Deus Eterno, que cura vocês (Ex 15.26). Entender e praticar a Bíblia é ter saúde. Diversão que estraga a saúde não é lazer. No livro de Provérbios você encontra o seguinte alerta: Mas a estrada dos maus é escura como a noite; eles caem e não podem ver no que foi que tropeçaram. Filho, preste atenção no que eu digo. Escute as minhas palavras. Nunca deixe que elas se afastem de você. Lembre-se delas e ame-as. Elas darão vida longa e saúde a quem entendê-las “(Pv 4. 19-22).

O MEU LAZER DEVE SER PRATICADO NA COMPANHIA DE GENTE DE BEM.
O lazer passa ser pecaminoso, ou melhor, deixa de ser lazer para tornar-se mera diversão ou entretenimento que desagrada a Deus; fere a sua alma; e sufoca seu espírito, quando ele é praticado na comunhão com pessoas ímpias e escarnecedoras. O Salmista declarou que são “felizes são aqueles que não se deixam levar pelos conselhos dos maus, que não seguem o exemplo dos que não querem saber de Deus e que não se juntam com os que zombam de tudo o que é sagrado!” (Sl 1.1). Outros textos podem lhe orientar quanto às suas companhias. No Sl 119, versículo 63, você encontrará: Eu sou amigo de todos os que te temem, de todos os que obedecem às tuas leis. O sábio Salomão ensinou: Quem anda com os sábios será sábio, mas quem anda com os tolos acabará mal “(Pv 13.20). Como são as suas companhias em seu lazer?

O MEU LAZER DEVE SER PRATICADO EM ESTADO DE PAZ INTERIOR E NÃO DEVE GERAR SENTIMENTO DE CULPA.
Dentro de nós, isto é, dentro do nosso espírito, existe um alarme que se chama consciência. De acordo com o que Paulo escreveu até mesmo os ímpios possuem isso: Eles mostram, pela sua maneira de agir, que têm a lei escrita no seu coração. A própria consciência deles mostra que isso é verdade, e os seus pensamentos, que, às vezes os acusam e às vezes os defendem, também mostram isso “(Rm 2.15). Sentir a consciência acusada é sentir culpa. Sentir-se culpado é sentir que não se está bem com Deus. Quando a diversão gera culpa, ela deve ser abolida da nossa vida. Que Deus lhe abençoe e viva um lazer dentro dos propósitos divinos!

Robson Brito
www.biblianet.com

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